quinta-feira, novembro 24, 2005

Letras...

Não mais escrevo...
Golpeio o papel
Como o martelo golpeia
A bigorna.
As letras escorrem pela
Folha como lágrimas escorrem
Por alguma face.
Quisera fosse a minha!
Não há lágrimas,
Apenas o golpe seco
Do punhal sobre o peito,
Da caneta sobre o papel,
Do punho sobre o corpo,
Do corpo ao chão...
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segunda-feira, novembro 14, 2005

Mistério da Morte


O peito se rasga
E, do seu interior,
Um grito oco escapa.
O ribombar de um trovão,
Ao longe,
Não amortece a dor da solidão.
Oh! ceifadora de vidas!
Quão cruel é teu ofício.
Será que choras quando,
Diante de tua foice maldita,
Desfalecem tuas vítimas?
Que sentes quando
Te imploram mais um segundo?
Não sabemos.
Mas não importa.
Um dia, quando teus olhos
Finalmente se voltarem para nós,
Aí, quem sabe, responderás nossas perguntas,
E dirás
Quem és tú!
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sábado, novembro 12, 2005

Limbo



Os grandes animais
Da insônia,
Rugem em seu
Lamento silencioso.
Mas não os ouço.
Há apenas
O grito mudo
Da agonia
De uma estrela morta.



Na face gélida
Da escuridão noturna,
Uma lágrima seca
Teima em rolar.
O sofrimento e a angústia
Já fazem parte
Do ser preso no limbo.



Terá sido o homem,
O inventor de tamanha dor?
Não há respostas...
Ouço apenas o silêncio,
E sinto, apenas,
As paredes do limbo
Me espremendo.


Até quando?
Gostou?
Será Petróleo?